{"id":130,"date":"2026-04-30T14:05:10","date_gmt":"2026-04-30T14:05:10","guid":{"rendered":"https:\/\/analuciadeoliveira.com.br\/blog\/?p=130"},"modified":"2026-04-30T14:05:10","modified_gmt":"2026-04-30T14:05:10","slug":"violencia-domestica-e-familiar-contra-as-mulheres-idosas-e-mulheres-com-deficiencia-desafios-e-perspectivas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/analuciadeoliveira.com.br\/blog\/2026\/04\/30\/violencia-domestica-e-familiar-contra-as-mulheres-idosas-e-mulheres-com-deficiencia-desafios-e-perspectivas-no-brasil\/","title":{"rendered":"VIOL\u00caNCIA DOM\u00c9STICA E FAMILIAR CONTRA AS MULHERES IDOSAS E MULHERES COM DEFICI\u00caNCIA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS NO BRASIL"},"content":{"rendered":"\n<details class=\"wp-block-details is-layout-flow wp-block-details-is-layout-flow\"><summary>Este artigo foi publicado na Revista Nacional de Reabilita\u00e7\u00e3o \u2013 Rea\u00e7\u00e3o Pessoa com Defici\u00eancia e Diversidade Assistiva Rea\u00e7\u00e3o \u2013 Caderno Longevidade \u2013 ANO XXIX &#8211; ED.165 \u2013 Mar\u00e7o de 2026. Link: https:\/\/cbkracjbkuqkxxmomlei.supabase.co\/storage\/v1\/object\/public\/uploads\/pdfs\/ED165.pdf <\/summary>\n<p><\/p>\n<\/details>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resumo<\/h2>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra as mulheres idosas e as mulheres com defici\u00eancia \u00e9 um dos fen\u00f4menos sociais mais velados e complexos do Brasil. Este artigo realiza uma an\u00e1lise interdisciplinar do tema, abordando conceitos, legisla\u00e7\u00f5es, dados estat\u00edsticos, pol\u00edticas p\u00fablicas, dificuldades no enfrentamento da viol\u00eancia contra esses dois segmentos e especificidades ligadas \u00e0 acessibilidade e subnotifica\u00e7\u00e3o. Ao final, prop\u00f5e caminhos para aprimoramento das pol\u00edticas e garantia de direitos.<br>Palavras-chave: viol\u00eancia dom\u00e9stica; mulheres idosas; mulheres com defici\u00eancia; direitos humanos; acessibilidade; pol\u00edtica p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher, embora seja objeto de expressivo combate jur\u00eddico e institucional, encontra-se impregnada nos tecidos mais \u00edntimos da sociedade brasileira \u2014 especialmente quando recai sobre grupos em situa\u00e7\u00e3o de maior vulnerabilidade, como a mulher idosa e a mulher com defici\u00eancia.<br>Esses dois segmentos vivenciam, al\u00e9m das viol\u00eancias geralmente relacionadas ao g\u00eanero, camadas adicionais de exclus\u00e3o social, depend\u00eancia econ\u00f4mica, dificuldades de acesso \u00e0 justi\u00e7a, aus\u00eancia de acessibilidade e invisibilidade estat\u00edstica, motivo pelo qual o tema exige uma abordagem espec\u00edfica, dial\u00f3gica e profunda.<br>Por mais que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e os tratados ratificados pelo Brasil garantam igualdade material e a prote\u00e7\u00e3o especial contra qualquer forma de discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia, a concretiza\u00e7\u00e3o de tais direitos revela falhas hist\u00f3ricas, especialmente quanto \u00e0 inclus\u00e3o, notifica\u00e7\u00e3o e amparo efetivo das v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses dois segmentos vivenciam, al\u00e9m das viol\u00eancias geralmente relacionadas ao g\u00eanero, camadas adicionais de exclus\u00e3o social, depend\u00eancia econ\u00f4mica, dificuldades de acesso \u00e0 justi\u00e7a, aus\u00eancia de acessibilidade e invisibilidade estat\u00edstica, motivo pelo qual o tema exige uma abordagem espec\u00edfica, dial\u00f3gica e profunda.<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e os tratados ratificados pelo Brasil garantam igualdade material e a prote\u00e7\u00e3o especial contra qualquer forma de discrimina\u00e7\u00e3o e viol\u00eancia, a concretiza\u00e7\u00e3o de tais direitos revela falhas hist\u00f3ricas, especialmente quanto \u00e0 inclus\u00e3o, notifica\u00e7\u00e3o e amparo efetivo das v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante destacar a dificuldade em obter dados oficiais espec\u00edficos sobre a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher idosa e a mulher com defici\u00eancia. Em geral, as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis para esses p\u00fablicos s\u00e3o divulgadas pontualmente, em raz\u00e3o de datas comemorativas. Al\u00e9m disso, esses dados, exemplificados por levantamentos, como o Disque 100, abrangem m\u00faltiplas formas de viol\u00eancia e n\u00e3o se restringem ao contexto dom\u00e9stico e familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se que registrar essa lacuna estat\u00edstica tem relev\u00e2ncia essencial para fundamentar a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas direcionadas e efetivas.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fundamenta\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica e Legal<\/h2>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia contra as mulheres idosas e as mulheres com defici\u00eancia tem ra\u00edzes profundas em paradigmas patriarcais e capacitistas, que refor\u00e7am a ideia de depend\u00eancia, incapacidade e invisibilidade social. O idadismo \u2014 discrimina\u00e7\u00e3o baseada na idade \u2014 e o capacitismo \u2014 preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o da defici\u00eancia \u2014 somam-se ao sexismo, criando barreiras m\u00faltiplas para o exerc\u00edcio da autonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>No tocante \u00e0 prote\u00e7\u00e3o legal, o Brasil disp\u00f5e de instrumentos fundamentais: a Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340\/2006), cuja aplica\u00e7\u00e3o estende-se \u00e0 mulher idosa e \u00e0 mulher com defici\u00eancia; o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei n. 10.741\/2003), define como crime qualquer forma de neglig\u00eancia ou viol\u00eancia contra pessoa a pessoa idosa (BRASIL, 2003) e o Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia (Lei n. 13.146\/2015), que exige a elimina\u00e7\u00e3o de barreiras e a promo\u00e7\u00e3o da acessibilidade (BRASIL, 2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Internacionalmente, merecem destaque a Conven\u00e7\u00e3o de Bel\u00e9m do Par\u00e1, a Conven\u00e7\u00e3o Interamericana sobre a Prote\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos das Pessoas Idosas (2015) e as Recomenda\u00e7\u00f5es Gerais n\u00ba 18 e 27 do Comit\u00ea CEDAW\/ONU. Tais instrumentos s\u00e3o cruciais, pois individualizam a mulher idosa e a mulher com defici\u00eancia, reconhecendo que a neutralidade das leis gerais muitas vezes falha em proteg\u00ea-las.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Dados e Viol\u00eancias<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com relat\u00f3rio do Minist\u00e9rio da Mulher, da Fam\u00edlia e dos Direitos Humanos, referente ao per\u00edodo de janeiro a junho de 2022, 87% das den\u00fancias de viola\u00e7\u00f5es contra pessoas idosas ocorreram no pr\u00f3prio domic\u00edlio das v\u00edtimas. Embora esses dados se refiram \u00e0 popula\u00e7\u00e3o idosa, sem identificar especificamente a propor\u00e7\u00e3o de mulheres, os n\u00fameros refor\u00e7am a urg\u00eancia de pol\u00edticas eficazes.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados da ONG Essas Mulheres indicam que as mulheres com defici\u00eancia sofrem tr\u00eas vezes mais viol\u00eancias dos que as mulheres sem defici\u00eancia, predominantemente f\u00edsica e sexual. O Disque 100 da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos registrou, no primeiro semestre de 2020, 4.866 den\u00fancias de v\u00edtimas com defici\u00eancia, das quais 44,8% eram mulheres, sendo a maioria dos suspeitos familiares diretos: irm\u00e3os, pai ou m\u00e3e (MARANH\u00c3O, 2022).<\/p>\n\n\n\n<p>A esse cen\u00e1rio, soma-se a complexidade das rela\u00e7\u00f5es de cuidado. Para a mulher idosa e para a mulher com defici\u00eancia, o agressor frequentemente ocupa o papel de cuidador principal, o que transforma o domic\u00edlio no local de maior risco. Essa depend\u00eancia f\u00edsica ou financeira cria uma barreira invis\u00edvel para a den\u00fancia: o medo de perder o amparo essencial para a sobreviv\u00eancia b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a viol\u00eancia aqui descrita n\u00e3o se esgota no ato agressivo em si, mas se prolonga na neglig\u00eancia dos registros oficiais, que silenciam as necessidades individuais da mulher idosa e da mulher com defici\u00eancia perante o Estado (IPEA, 2020).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pol\u00edticas p\u00fablicas: avan\u00e7os, lacunas e desafios pr\u00e1ticos<\/h2>\n\n\n\n<p>O poder p\u00fablico reconhece a urg\u00eancia de pol\u00edticas direcionadas, contudo, enfrenta obst\u00e1culos na execu\u00e7\u00e3o das normas e na aus\u00eancia de programas intersetoriais efetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao transporem as barreiras do sil\u00eancio, essas mulheres frequentemente enfrentam processos de revitimiza\u00e7\u00e3o, nos quais seus depoimentos s\u00e3o desqualificados sob o estigma do &#8216;fantasioso&#8217; ou do &#8216;irreal&#8217;. Essa deslegitima\u00e7\u00e3o reflete uma cultura institucional que tende a normalizar abusos, tratando epis\u00f3dios graves como meros conflitos dom\u00e9sticos. Tal cen\u00e1rio refor\u00e7a a impunidade e perpetua um ciclo de silenciamento for\u00e7ado, obstaculizando o acesso efetivo \u00e0 justi\u00e7a e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o estatal prevista nos marcos legais vigentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A den\u00fancia pela mulher idosa e pela mulher com defici\u00eancia esbarra, invariavelmente, em vieses capacitistas e etaristas que comprometem a credibilidade de seus relatos. Em muitas ocasi\u00f5es, a palavra da v\u00edtima \u00e9 reduzida a fruto de confus\u00e3o mental ou imagina\u00e7\u00e3o, sendo negligenciada pelos agentes de prote\u00e7\u00e3o. Como consequ\u00eancia, a invisibilidade estat\u00edstica \u00e9 alimentada por uma barreira subjetiva: o descr\u00e9dito daqueles que deveriam garantir o acolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>No plano da assist\u00eancia, a estrutura\u00e7\u00e3o da Rede de Enfrentamento \u00e0 Viol\u00eancia contra a Mulher constitui um avan\u00e7o relevante, mas sua capilaridade permanece insuficiente. A aus\u00eancia desses servi\u00e7os em diversos munic\u00edpios e a falta de adapta\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica e comunicacional aprofundam a exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das Delegacias Especializadas de Atendimento \u00e0 Mulher n\u00e3o conta com estrutura de acessibilidade arquitet\u00f4nica e comunicacional, dificultando o acesso da mulher idosa e da mulher com defici\u00eancia. Muitas v\u00edtimas sequer conseguem se<br>deslocar ou relatar sua situa\u00e7\u00e3o pelo Disque 100 sem apoio de familiares que, em diversas ocasi\u00f5es, s\u00e3o os pr\u00f3prios agressores.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo do cuidado e da prote\u00e7\u00e3o social, h\u00e1 lacunas cr\u00edticas. A escassez de abrigamentos transit\u00f3rios com acessibilidade plena e equipes especializadas em gerontologia e defici\u00eancia, somada \u00e0 baixa integra\u00e7\u00e3o entre os servi\u00e7os de sa\u00fade, assist\u00eancia social e seguran\u00e7a p\u00fablica, perpetua um ciclo de revitimiza\u00e7\u00e3o. Quando as inst\u00e2ncias de cuidado falham em oferecer uma resposta articulada, a vulnerabilidade \u00e9 acentuada, transformando o acolhimento em uma extens\u00e3o da omiss\u00e3o estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>A aus\u00eancia de notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria de casos para esse p\u00fablico compromete o planejamento das a\u00e7\u00f5es estatais e a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas baseadas em evid\u00eancias. Na pr\u00e1tica, a subnotifica\u00e7\u00e3o decorre tamb\u00e9m da aus\u00eancia de canais de den\u00fancia alternativos \u2014 por exemplo, aplicativos acess\u00edveis, atendimento domiciliar, espa\u00e7os em hospitais, Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade e Centros de Refer\u00eancia mais preparados (BRASIL, 2021).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Considera\u00e7\u00f5es Finais e Propostas<\/h2>\n\n\n\n<p>O enfrentamento \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica contra a mulher idosa e a mulher com defici\u00eancia exige uma ruptura com a cultura da invisibilidade e do descr\u00e9dito institucional. Observou-se que marcos legais robustos n\u00e3o garantem, por si s\u00f3s, a prote\u00e7\u00e3o efetiva. A barreira mais r\u00edgida reside na naturaliza\u00e7\u00e3o dos abusos e no ceticismo que desqualifica o relato das v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o Estado brasileiro transponha a omiss\u00e3o, prop\u00f5em-se:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Protocolos de Escuta Especializada: Implementa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de protocolos que combatam a revitimiza\u00e7\u00e3o e garantam valor probat\u00f3rio imediato aos relatos.<\/li>\n\n\n\n<li>Capilaridade e Acessibilidade: Expans\u00e3o da Rede de Enfrentamento para al\u00e9m das capitais, assegurando que todos os centros de atendimento possuam acessibilidade arquitet\u00f4nica e comunicacional.<\/li>\n\n\n\n<li>Intersetorialidade: Integra\u00e7\u00e3o real entre sa\u00fade, assist\u00eancia social e seguran\u00e7a p\u00fablica com equipes treinadas.<\/li>\n\n\n\n<li>Monitoramento de Dados: Maior rigor na inclus\u00e3o de marcadores de defici\u00eancia e idade nas notifica\u00e7\u00f5es compuls\u00f3rias, permitindo que a &#8220;invisibilidade estat\u00edstica&#8221; deixe de ser um obst\u00e1culo ao planejamento de pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Em suma, a prote\u00e7\u00e3o jur\u00eddica deve ser acompanhada de uma educa\u00e7\u00e3o institucional sens\u00edvel \u00e0s interseccionalidades. Somente ao validar a voz daquelas que historicamente foram silenciadas pelo cuidado compuls\u00f3rio ou pela depend\u00eancia, o Brasil poder\u00e1 cumprir seu papel de garantidor dos direitos humanos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">REFER\u00caNCIAS<\/h2>\n\n\n\n<p>BRASIL. Decreto n\u00ba 1.973, de 1\u00ba de agosto de 1996. Promulga a Conven\u00e7\u00e3o Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Viol\u00eancia contra a Mulher, conclu\u00edda em Bel\u00e9m do Par\u00e1, em 9 de junho de 1994. Bras\u00edlia, DF: Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, [1996]. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/1996\/d1973.htm. Acesso em: 31 jan. 2026.<br>BRASIL. Lei n\u00ba 10.741, de 01 de outubro de 2003. Estatuto do Idoso. Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, Bras\u00edlia, 2003. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Leis\/2003\/L10.741.htm . 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Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.oas.org\/en\/sare\/documents\/CIPM_POR.pdf. Acesso em: 01 fev. 2026.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo A viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra as mulheres idosas e as mulheres com defici\u00eancia \u00e9 um dos fen\u00f4menos sociais mais velados e complexos do Brasil. 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